PELA ÁGUA
de Tiago Correia | enc. Tiago Correia (A22, TM Guarda, 23 Milhas, Theatro Circo, Teatro Campo Alegre / Fitei) l 2018
“Pela Água” é um texto original de Tiago Correia, publicado pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, em 2017, no âmbito do Grande Prémio de Teatro da SPA / Teatro Aberto, que mereceu em 2016.
Em “Pela Água” fala-se do amor e dos seus desencontros. Um diálogo intenso, enigmático mas nítido, entre dois homens de uma mesma mulher. Diferentes idades, diferentes experiências, tanto e tão pouco em comum. Uma meditação conjunta acerca das relações humanas, que aprofunda o poder das palavras num diálogo dominado pela ausência dessa mulher – e pelo amor.
“Pela Água” é uma peça de teatro íntimo, de revelações e confidências, que suscita questões existenciais e sociais, geracionais e relacionais, como a da falta de perspetivas de futuro, a questão da superação dos ídolos, o confronto com a mudança de paradigmas de geração para geração e a crítica à estrutura familiar tradicional. Suscita ainda questões feministas - através do empoderamento da figura feminina - assente numa figura central ausente.
Texto e encenação | Tiago Correia
Interpretação | Eduardo Breda e João Melo
Cenografia | Ana Gormicho
Figurinos | Sara Miro
Desenho de luz | Rui Monteiro
Desenho de som e operação | Pedro Lima
Música original | Les Saint Armand
Montagem e operação de luz | José Diogo Cunha
Assistência de luz | Teresa Antunes
Vídeo | Mimi Sá Coutinho
Fotografia | Pedro Sardinha e José Caldeira
Design gráfico | Inês Ferreira
Produção Executiva | Maria Pinto
Produção | A Turma
IRIA
audiowalk | criação original de Tiago Correia (Caminhos Médio Tejo / Município de Tomar) l 2018
Uma rapariga que regressa à sua cidade natal ao fim de quinze anos e que se recolhe no bosque para questionar essa mudança.
Uma mulher solitária que interrompe o seu passeio de outono para lhe ir falar.
Um encontro misterioso entre duas mulheres desconhecidas, de diferentes gerações, dois mundos desfeitos, que se vai transformar num passeio revelador.
A ação situa-se na Mata dos Sete Montes, no tempo presente. Neste percurso sonoro seguimos os passos destas mulheres, vestimos a sua pele e entramos na sua esfera mais íntima e secreta. Um percurso sob o signo do feminino, que se inspira na lenda de Santa Iria para refletir sobre a realidade contemporânea.
Texto Original e Direção Artística | Tiago Correia
Interpretação (vozes) | Ângela Marques e Isabel Carvalho
Direção de Som | Ana Pedro
Assistência à Criação | Sara Miro
Música Original | André Júlio Teixeira
Colaboração Musical Canto Firme | Anabela Vitorino (trompa), Cátia Morgado (flauta), Carlota Pascoal (flauta), Carolina Vieira (trompete), Lúcia Lourenço (flauta)
Agradecimentos | António de Sousa, Francisca Pavia, João Mota, Mariana Correia, Pedro Coelho e Tiago Rosa.
Produção | A TURMA, Projeto Caminhos. Município de Tomar
SOLO
de Manuel Tur e Deeogo Oliveira | Mostra Open Call | XXIII Estágio De Dança De Aveiro (Teatro Aveirense) | 2018
É um encontro entre dois criadores distintos, talvez opostos. Os seus percursos são díspares, variados e talvez distantes e encontraram-se uma única vez nessa aventura alucinada chamada " al mada nada ". Um bailarino-autor e um actor-encenador, o corpo como ferramenta e a palavra como primazia. Esse encontro pediu sempre um reencontro, que foram adiando uma série de vezes. 'SOLO' reúne-os e desafia-os mutuamente: um trabalho puramente coreográfico, dançado por um bailarino ou um trabalho encenado que tem como corpo um bailarino?
Direção | Manuel Tur
(a partir de “manual de sobrevivência para o homem transparente” de Luís Araújo)
Interpretação | Deeogo Oliveira
Desenho de luz | Cárin Geada
Espaço cénico | Ana Gormicho
Música original | Rui Vieira
Produção | A Turma
Agradecimentos | ACE – Famalicão, Academia de Dança de Matosinhos, Armazém 22 e TNSJ
À MARGEM
audiowalk | criação original de Tiago Correia (Gaia Todo Um Mundo / Município de Gaia) l 2018
Um percurso sonoro – audiowalk – para percorrer e (re)descobrir as ruas da zona histórica de Gaia. Convida os participantes a entrar numa ficção e a acompanhar o discurso de um personagem misterioso - um velho habitante, que tenta recuperar a memória de si mesmo e cuja história se confunde com a do próprio lugar.
Uma criação original de Tiago Correia que parte de uma pesquisa e recolha locais. A ficção inspira-se na realidade, para uma experiência imersiva que explora as fronteiras do teatro. Criação no âmbito do Fórum Internacional Gaia Todo um Mundo, 2018
Texto Original, Recolha e Direção Artística | Tiago Correia
Assistência à Criação | Sara Miro
Direção de Som | Ana Pedro
Interpretação (voz) | António Durães
Música Original | André Júlio Teixeira
Participação Especial | Coro Espaço Corpus Christi
Produção | A TURMA (estrutura financiada pela República Portuguesa/Direção Geral das Artes), Gaia Todo Um Mundo, Município de Vila Nova de Gaia
Agradecimentos | Adelaide Amoreira, Carlos Alberto, Carolina Amaral, Carolina Fernandes, Conceição Pereira, Conceição Silva, Eduardo Fonseca, Fernanda Magalhães, Helena Oliveira, Isabel Rodrigues, João Ribeiro, Júlio Pereira, Leonor Miranda, Margarida Freitas, Maria Alice Oliveira, Maria Alice Paupério, Maria Celeste Pires, Maria Helena Maia, Maria Herminia Teixeira, Pinto de Oliveira, Silvério Duro, Valdemar Santos.
LIVRO DE HORAS
de Rui Manuel Amaral | enc. de Manuel Tur (T. M. Porto / Casa das Artes Famalicão) l 2018
Uma peça para um ator e um conjunto de vozes gravadas
O que vemos pode ser um homem. Qualquer homem ou qualquer mulher, em qualquer parte. Ou ainda um espectro. Uma simples voz. Uma memória, uma imagem por dentro do sonho de outro homem ou de outra mulher. Talvez o pensamento vago e passageiro de um qualquer deus desconhecido. Que diferença faz? Uma mulher, um homem, um espectro, um sonho, são feitos da mesma substância e esperam. Eis a mais universal e democrática das leis: todos esperamos. Esperamos a nossa vez, como numa grande sala de espera, de paredes intermináveis. À espera de qualquer coisa extraordinária, incalculável e caprichosa. Ano após ano, desde há séculos, desde o princípio do mundo, ontem, hoje, amanhã, com os mesmos pontos, as mesmas vírgulas, como um livro já lido e do qual se conhecem os mais ínfimos pormenores. Se alguém perguntasse “o que estão a fazer aqui?”, alguém responderia “estamos à espera…” Sozinhos. À espera. Provavelmente de qualquer coisa que não seríamos capazes de reconhecer se nos aparecesse no caminho.
encenação e interpretação | Manuel Tur
texto | Rui Manuel Amaral
vozes gravadas | Mário Santos, Raquel Rosmaninho, Rodrigo Santos, Teresa Arcanjo
cenografia | Ana Gormicho
figurinos | Anita Gonçalves
desenho de luz | Cárin Geada
desenho de som | Joel Azevedo
ilustrações | Inês Gomes Ferreira
assistência de projeto | Joana Mesquita
caracterização | Ruby Kruss
direção de montagem | José Diogo Cunha
registo gráfico | Joel Faria
coprodução | A Turma, Teatro Municipal do Porto, Casa das Artes de Famalicão
duração | 57 min
classificação etária | M/12
