LIVRO DE HORAS

de Rui Manuel Amaral | enc. de Manuel Tur (T. M. Porto / Casa das Artes Famalicão) l 2018

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encenação e interpretação | Manuel Tur

texto | Rui Manuel Amaral

vozes gravadas | Mário Santos, Raquel Rosmaninho, Rodrigo Santos, Teresa Arcanjo

cenografia | Ana Gormicho

figurinos | Anita Gonçalves

desenho de luz | Cárin Geada

desenho de som | Joel Azevedo

ilustrações | Inês Gomes Ferreira

assistência de projeto | Joana Mesquita

caracterização | Ruby Kruss

direção de montagem | José Diogo Cunha

registo gráfico | Joel Faria

coprodução | A Turma, Teatro Municipal do Porto, Casa das Artes de Famalicão

duração |  57 min

classificação etária | M/12

O que vemos pode ser um homem. Qualquer homem ou qualquer mulher, em qualquer parte. Ou ainda um espectro. Uma simples voz. Uma memória, uma imagem por dentro do sonho de outro homem ou de outra mulher. Talvez o pensamento vago e passageiro de um qualquer deus desconhecido. Que diferença faz? Uma mulher, um homem, um espectro, um sonho, são feitos da mesma substância e esperam. Eis a mais universal e democrática das leis: todos esperamos. Esperamos a nossa vez, como numa grande sala de espera, de paredes intermináveis. À espera de qualquer coisa extraordinária, incalculável e caprichosa. Ano após ano, desde há séculos, desde o princípio do mundo, ontem, hoje, amanhã, com os mesmos pontos, as mesmas vírgulas, como um livro já lido e do qual se conhecem os mais ínfimos pormenores. Se alguém perguntasse “o que estão a fazer aqui?”, alguém responderia “estamos à espera…” Sozinhos. À espera. Provavelmente de qualquer coisa que não seríamos capazes de reconhecer se nos aparecesse no caminho.

Uma peça para um ator e um conjunto de vozes gravadas

Rua da Fábrica Social s/n, 4000-201 Porto

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