GASPAR

de Peter Handke l enc. Tiago Correia (co-produção Teatro Oficina / CEC Guimarães'12) l 2012

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A partir de “Kaspar” de Peter Handke

Tradução | Anabela Mendes

Dramaturgia e Encenação | Tiago Correia

Interpretação | António Parra, Diana Sá, Emílio Gomes e Sara Pereira

Cenografia | Ana Gormicho

Figurinos | Anita Gonçalves

Desenho de Luz | Francisco Tavares Teles

Música Original e Sonoplastia | Nélson Silva

Videografia | Francisco Lobo

Assistência ao Movimento | Jose Olivares

Design Gráfico | Inês Ferreira

 

Produção Executiva | Maria Pires

Coprodução | A Turma, Teatro Oficina, Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012.

“Gaspar” é a história de um Homem que não sabe falar – como um recém-nascido - e de como ele é criado e destruído pela forçada aquisição da palavra. “A peça também se poderia chamar tortura verbal”, diz Peter Handke, inspirando-se no caso real do menino selvagem Kaspar Hauser para nos apresentar a sua visão da relação do Homem com a linguagem: uma relação de tortura, dor e coerção. Instrutores, em representação de um discurso – o nosso - criam Gaspar à sua imagem – à nossa imagem. Vozes em relação às quais ele reage gradualmente, em permanente conflito. Gaspar é educado de forma a ser como o próprio discurso: bem-formado e ordenado.


A dramaturgia de Handke vem directamente da náusea, a doença induzida pelas palavras que escapam ao nosso controlo, o sentimento de impotência face à sua vida perversa e independente. Esta náusea é ao mesmo tempo uma consequência da estupidificante verborreia e o início da sua cura.
“Quem é agora Gaspar? Gaspar, agora quem é Gaspar? O que é Gaspar agora? Gaspar, o que é agora Gaspar?”

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