SOLO

de Manuel Tur e Deeogo Oliveira | Mostra Open Call | XXIII Estágio De Dança De Aveiro (Teatro Aveirense) | 2018

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Direção | Manuel Tur 

(a partir de “manual de sobrevivência para o homem transparente” de Luís Araújo)

Interpretação | Deeogo Oliveira 

Desenho de luz | Cárin Geada 

Espaço cénico | Ana Gormicho 

Música original | Rui Vieira

 

Produção | A Turma
Agradecimentos | ACE – Famalicão, Academia de Dança de Matosinhos, Armazém 22 e TNSJ

É um encontro entre dois criadores distintos, talvez opostos. Os seus percursos são díspares, variados e talvez distantes e encontraram-se uma única vez nessa aventura alucinada chamada " al mada nada ". Um bailarino-autor e um actor-encenador, o corpo como ferramenta e a palavra como primazia. Esse encontro pediu sempre um reencontro, que foram adiando uma série de vezes.  'SOLO' reúne-os e desafia-os mutuamente: um trabalho puramente coreográfico, dançado por um bailarino ou um trabalho encenado que tem como corpo um bailarino?  

LIVRO DE HORAS

de Rui Manuel Amaral | enc. de Manuel Tur (T. M. Porto / Casa das Artes Famalicão) l 2018

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encenação e interpretação | Manuel Tur

texto | Rui Manuel Amaral

vozes gravadas | Mário Santos, Raquel Rosmaninho, Rodrigo Santos, Teresa Arcanjo

cenografia | Ana Gormicho

figurinos | Anita Gonçalves

desenho de luz | Cárin Geada

desenho de som | Joel Azevedo

ilustrações | Inês Gomes Ferreira

assistência de projeto | Joana Mesquita

caracterização | Ruby Kruss

direção de montagem | José Diogo Cunha

registo gráfico | Joel Faria

coprodução | A Turma, Teatro Municipal do Porto, Casa das Artes de Famalicão

duração |  57 min

classificação etária | M/12

O que vemos pode ser um homem. Qualquer homem ou qualquer mulher, em qualquer parte. Ou ainda um espectro. Uma simples voz. Uma memória, uma imagem por dentro do sonho de outro homem ou de outra mulher. Talvez o pensamento vago e passageiro de um qualquer deus desconhecido. Que diferença faz? Uma mulher, um homem, um espectro, um sonho, são feitos da mesma substância e esperam. Eis a mais universal e democrática das leis: todos esperamos. Esperamos a nossa vez, como numa grande sala de espera, de paredes intermináveis. À espera de qualquer coisa extraordinária, incalculável e caprichosa. Ano após ano, desde há séculos, desde o princípio do mundo, ontem, hoje, amanhã, com os mesmos pontos, as mesmas vírgulas, como um livro já lido e do qual se conhecem os mais ínfimos pormenores. Se alguém perguntasse “o que estão a fazer aqui?”, alguém responderia “estamos à espera…” Sozinhos. À espera. Provavelmente de qualquer coisa que não seríamos capazes de reconhecer se nos aparecesse no caminho.

Uma peça para um ator e um conjunto de vozes gravadas

RETRATO DE FAMÍLIA

(“O Pelicano" de A. Strindberg e "Tatuagem" de Dea Loher) | enc. Manuel Tur (co-produção TNSJ / apoio GDA / TeCA) l 2017  

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“Enquanto houver cenas de família haverá questões a colocar ao mundo.” O projeto Retrato de Família alicerça-se nesta convicção formulada por Roland Barthes, laborando sobre a realidade familiar, a casa, a esfera doméstica, lugar que Gaston Bachelard, em La Poètique de l’espace, descreveu como “um cosmos na plena aceção do termo”.

Do século XIX até aos dias de hoje, muitos e bem diversos têm sido os trilhos abertos pela escrita dramática (tanto do ponto de vista formal como do ponto de vista temático), mas algumas das suas mais originais vozes têm encontrado no reduto familiar o seu ponto de convergência: de August Strindberg a Eugene O’Neill e Lars Norén, de Henrik Ibsen e Anton Tchékhov a Nelson Rodrigues… Esta convergência decorre tanto da inescapável centralidade da instituição familiar nas sociedades humanas (instituição que parece, nos tempos recentes, conhecer mutações ou novas formas consideradas impensáveis há apenas meio século atrás) como na própria natureza do acontecimento teatral, cuja aparente exiguidade espacial é suscetível de uma ampliação infinita. “Para irradiar e nos penetrar, o teatro tem necessidade de um espaço fechado”, fez notar o ensaísta e dramaturgo Jean-Pierre Sarrazac numa obra, Théâtres intimes, que estuda dramaturgias modernas e contemporâneas em que as noções de íntimo/cósmico e eu/mundo são postas em tensão.

A primeira parte deste Retrato de Família, coproduzida pelo TNSJ, consiste na apresentação de dois textos compostos com quase cem anos de distância: O Pelicano, de Strindberg, e Tatuagem, de Dea Loher, obras dramáticas que nos lançam, de modos diversos, no epicentro de realidades familiares que, em vez de configurarem o último bastião da afetividade e da segurança, constituem sufocantes e opressivos espaços de enclausuramento.

Começamos com uma das peças de câmara com que Strindberg fundou essa dramaturgia da subjetividade a que chamou “teatro íntimo” (“A palavra ‘íntimo’ será a palavra de ordem da nossa companhia”, anunciava o manifesto do dramaturgo sueco, também de 1907), confrontando este seminal clássico da nossa modernidade com um texto de uma das afirmativas vozes do panorama teatral europeu contemporâneo, Dea Loher, como parece provar tanto a sucessão de prémios literários que vêm distinguindo a obra da dramaturga nascida na década de sessenta como a veloz circulação internacional dos seus textos.

Para além de todo um instigante jogo de correspondências que produzirá nos espectadores, a apresentação sequencial destes dois textos no mesmo cenário permite experimentar registos interpretativos e modalidades de representação a que as obras, nas suas irrecusáveis diferenças, se abrem e favorecem. Ao mesmo tempo, este confronto dos dois textos possibilita lançar um novo olhar sobre as formas mediante as quais essa dramaturgia da subjetividade parece manter o seu vigor.

Algumas particularidades caracterizam o projeto Retrato de Família: antes de mais, o termo família conhece aqui uma dupla aplicação – família é o tema, isto é, a problemática que permite articular textos dramáticos de épocas e correntes distintas, mas o conceito designa ao mesmo tempo um núcleo fixo de criadores. Trata-se, por assim dizer, de constituir uma espécie de família para cuidar das famílias retratadas nestes dois textos, que, a despeito das suas diferenças de estrutura e sensibilidade, revelam uma desafiante simetria. Esta reversibilidade é intensificada pelo facto de estas famílias irem habitar, nos dois tempos, uma mesma casa – leia-se, cenário, espaço de representação, que o trabalho de encenação procura interpretar diversamente.

Tradução

"O Pelicano" Gastão Cruz

"Tatuagem" José Maria Vieira Mendes 

encenação | Manuel Tur

cenografia | Ana Gormicho

figurinos | Anita Gonçalves

desenho de luz | Francisco Tavares Teles

desenho de som e sonoplastia | Joel Azevedo

direção de produção | Rosa Lopes Dias

 

interpretação

O Pelicano

Ângela Marques A Mãe (Elise)

Iris Cayatte A Filha (Gerda)

Romi Soares A Criada (Margret)

Simão Do Vale O Genro (Axel)

Tiago Correia O Filho (Fredrik)

Tatuagem

Ângela Marques Juliane Wucht ou Juli dos Cães (A Mãe)

Belisa Branças Lulu Wucht (A Filha Mais Nova)

Eduardo Breda Paul Würde (Flower-Paul)

Maria Quintelas Anita Wucht (A Filha Mais Velha)

Rodrigo Santos Wolfgang Wucht ou Wolf do Forno (O Pai)

 

coprodução | A Turma, TNSJ

apoio | Fundação GDA

 

duração | 60 minutos (O Pelicano), 70 minutos (Tatuagem)

classificação etária | M/16 anos

MULHERES-TRÁFICO

direção de Manuel Tur (Armazém 22 / Mov. Democrático de Mulheres) l 2017

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Em MULHERES-TRÁFICO — trabalho documental que une A Turma ao Movimento Democrático de Mulheres —, defrontamo-nos com um particularíssimo objecto teatral. Não só pela pungência do tema — ou não fosse este flagelo de iglantónicas proporções —, mas, máxime, pelo jeito cru com que dele se apropinqua. Incomplacente de espírito e letra. Sempre. Sem volteios ou especiais meneios. 11 mulheres, 12 cadeiras, umas poucas folhas de papel e outras tantas garrafas de água. Zero personagens. Dispostas no nada. Simples actrizes expondo tumulares anonimatos.  Em trânsito.  Contra a insensibilidade. E o espaço da não-arte como revelação.

Armados de acre despojamento cénico, Manuel Tur e seus rostos azorragam-nos, assim, a cada sentença — provando como a economia de meios pode bem resultar em acentuada concentração expressiva. E é por isso que, sobre dar voz — que pouco não seria —, MULHERES-TRÁFICO vem a restituir o pundonor de tão desvalidos nomes. Sem dirigismos, bem certo, mas jamais permitindo que deixemos de fazer dessa sua renúncia à ficcionalidade coisa nossa também. Hora da aisthesis.

com | Ana Lemos, Ana Wilson, Beatriz Magano, Belisa Branças, Carolina Rocha, Joana Costa, Joana Mesquita, Joana Teixeira, Maria Inês Peixoto, Maria Teresa Barbosa, Maria Quintelas, Mariana Costa, Patrícia Gonçalves, Rafaela Sá, Rita Pessoa, Sara Barros Leitão, Telma Cardoso, Teresa Arcanjo e Zita Campos

desenho de luz | Cárin Geada

registo fotográfico | Diana Lopes

registo vídeo | Pedro Santasmarinas

produção | A Turma 

apoios | Movimento Democrático de Mulheres Armazém 22 e ACE - Famalicão

LONGE DA VISTA

um projeto sobre a despedida | criação de Manuel Tur (Rota do Românico) l 2014

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Parto da ideia de despedida, seja ela física (mudança para outro local) ou intangível (a morte), para construir este projecto para adultos, bem mais velhos. Interessa-me trabalhar com os que ficaram, os que não partiram e com as suas memórias e passado.

Com a idade em que a vida já se viveu, onde já se passou por muito e onde as lembranças começam a ser esquecidas (e não porque se queira!) Pretendo "apropriar-me" do seu passado, das suas memórias, das suas histórias, das suas superstições, dos seus mitos e das suas canções, recordando-as, tornando-as presentes. Sem qualquer tipo de melancolia, mas com uma enorme alegria por (re)encontrar essa memória e esses que foram.

Porque ""afinal o tempo fica, a gente é que vai passando".

Concepção e direcção  |  Manuel Tur
Escola Básica do Picão, Pedorido, Castelo de Paiva
(a convite do Palcos do Românico - Rota do Românico)

O AMOR É UM FRANCO-ATIRADOR

de Lola Arias | enc. Manuel Tur (co-produção Teatro Oficina / CEC Guimarães'12) l 2012

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"O AMOR É UM FRANCO-ATIRADOR" é uma roleta russa de suicidas enamorados. 


Uma Menina Ruiva de onze anos - o árbitro do jogo - e seis jogadores, como as seis balas do revólver: o Tímido, a Beleza, o Pugilista, a Rapariga do Campo, o D. Juan e a Stripper. 
Esta peça é um álbum de biografias com confissões, canções, concursos de choro, beijos, combates de boxe, reconstruções de sonhos… Uma declaração de amor a todos os descrentes de amor.  

Encenação  |  Manuel Tur
Tradução | Rui Pires Cabral
Interpretação | Alheli Guerrero, Carolina Matias, Diana Sá, Emílio Gomes, Margarida Carvalho, Pedro Almendra e Tiago Correia.
Cenografia | Ana Gormicho e Daniel Teixeira
Figurinos | Anita Gonçalves (com o apoio de Maria João Guedes)
Desenho de Luz | Francisco Tavares Teles
Música Original | Maybe the Next One

Direcção de Produção | Margarida Carronda
Assistência de Produção | Inês Nogueira
Produção | A TURMA

OS QUE SUCEDEM

de Luís Mestre | enc. Manuel Tur (co-produção As Boas Raparigas… Estúdio Zero / THSC) l 2009

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Três jovens executam um assalto com contornos misteriosos. Acossados e feridos decidem esconder-se num espaço abandonado. É nessa noite que as relações entre eles são postas à prova e que as suas memórias mais profundas revelam as heranças familiares. 

A procura de um novo texto para trabalharmos, que nos fizesse questionar e reflectir, como fez o "Loucos por Amor", tornou-se infrutífera quando nos deparámos com um universo dramatúrgico tão vasto. Queríamos explorar a escrita para teatro nos dias de hoje, as novas dramaturgias, que reflectissem as ansiedades e preocupações dos criadores envolvidos. O convite ao Luís Mestre surgiu da urgência da procura de um texto que nos fizesse querer fazer, que nos parecesse pertinente e que tocasse no que pretendemos abordar. 

"Os Que Sucedem" nasceu do trabalho de improvisação dos actores a partir das propostas lançadas pelo dramaturgo, propostas essas que alimentaram o texto, que o questionaram, que o transformaram, que, finalmente, o definiram. Quisemos explorar uma relação directa entre dramaturgo, encenador e actores, levando ao limite cada uma das propostas e questionando sempre qual a que mais nos favorecia.  

Texto | Luís Mestre
Encenação | Manuel Tur
Interpretação | André Brito, António Parra, Joana Teixeira e Tiago Correia
Cenografia | Ana Gormicho e Daniel Teixeira
Figurinos | Anita Gonçalves
Desenho de Luz | Francisco Tavares Teles
Música Original: | Frederico Botelho 
Design Gráfico | Inês Gomes Ferreira 
Fotografia | Ricardo Miranda
Vídeo | Francisco Lobo


Produção Executiva | Joana Neto
Produção | A TURMA / AS BOAS RAPARIGAS
Duração Aproximada | 80 minutos
Classificação Etária | M16  

TU ACREDITAS NO QUE QUISERES

a partir de “Loucos por Amor” de Sam Shepard | enc. Manuel Tur (Maria Vai Com as Outras) l 2008 

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Um motel.

Eddie, May e Martin.

Um amor que está, ou parece estar, condenado ao fracasso.

Um desejo que não pode ser cumprido.

Sam Shepard e "Loucos por Amor" pareceram-nos de tal forma aliciantes que nos foi impossível resistir-lhes. Decidimos explorar o texto de forma a podermos encontrar a nossa forma de o dizer, de o tornar nosso. Sempre fiéis ao autor e ao que o texto tinha para nos dar. Fizemos a nossa dramaturgia, o que implicou que suprimíssemos a personagem do Velho, o que não se tornou um obstáculo, mas permitiu-nos uma nova visão do texto e levou-nos a uma maior densidade na relação Eddie/May.

Encenação | Manuel Tur
Assistência de Encenação | António Parra 
Interpretação | André Brito, Teresa Arcanjo e Tiago Correia
Cenografia e Adereços | Ana Gormicho e Daniel Teixeira
Figurinos | Anita Gonçalves
Desenho de Luz | Francisco Tavares Teles
Sonoplastia | Filipe Azevedo 
Design Gráfico | Inês Gomes Ferreira
Produção Executiva e Direcção de Cena | Joana Neto 
Direcção de Produção e Agenciamento | ERVA - Estrutura de Representação de Valores Artísticos 
Produção | A TURMA
Duração Aproximada | 60 minutos
Classificação Etária | M16 

Rua da Fábrica Social s/n, 4000-201 Porto

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